
Transcrevo aqui um email enviado hoje por mim para a nossa Junta de Freguesia e GAM, acerca do total desrepeito pelos peões na execução de uma nova edificação no inicio da Rua do Forno e Rua Ferreira de Castro. Está a vista para quem quiser verificar, a novas “dimensões” do passeio junto a referida edificção no lado da Rua do Forno.
“Exmos. senhores,
Venho por este meio informar os vossos serviços das irregularidades na construção de passeios que estão a ser cometidas em redor da urbanização que está a ser concluída no inicio da Rua do Forno em Abrunheira.
Está a acontecer um total desrespeito pelo DL 163/06 que define as dimensões e características dos percursos pedonais, pois na zona de passeio da Rua do Forno junto à referida construção e devido a uma nova área de estacionamento a largura útil do passeio é inferior a 0,5 metros, o que desrespeita o decreto de lei referido acima em questões de dimensões e mobilidade.
Devido à forma em que está a ficar o passeio, é impossível alguém de cadeira de rodas por lá circular e quando estiver a chover e carros estacionados no “novo parque” qualquer pessoa que por lá passe arrisca-se a ficar completamente molhada, pois a água das varandas dos diversos pisos desagua em altura para cima do passeio.
Também não é compreensível que o percurso pedonal que liga a Rua do Forno à Rua Ferreira de Castro através do jardim ai existente e junto à nova edificação, fique com um terço da sua área total em forma de cunha por calcetar e em terra batida.
Meus senhores, agradeço a vossa rápida intervenção neste total desrespeito pelo domínio publico e pelos fregueses desta terra.”
Enviado por: Pedro L.



O Sr. Pedro L., tem toda a razão, pois um passeio que media mais de 2,50mt2 passa agora para a medida que diz ter, é no minimo preocupante, para mais ainda com direito a chuveiro, mas se fosse só isso meu amigo, mais curioso é que está tudo de acordo com o projecto, dizem os responsaveis da CMS.
É assim que a mobilidade no Concelho de Sintra se processa, as cadeiras de rodas, os carrinhos de bébé, os invisuais, os idosos que utilizem próteses, não têm qualquer hipótse de ali circularem, mas o perigo ainda maior é que uma criança de tenra idade, bate certamente com a cabeça na bica de escoamento dos terraços.
Quanto ao passeio que fala a ligar a Rua Ferreira de Castro é uma inovação, porque o terreno em terra batida, não é dominio Público, mas sim terreno privado que está a ser ocupado ilegalmente e atravessado por uma calçada. Esta ponta de terreno faz parte da minha propriedade, mas numa daquelas tramóias que se fazem por aí, estão a forçar a CMS para que pertença ao dominio Público, fazendo assim encobrir algumas falhas, aliás é um processo com contornos muito esquisitos que se arrasta na Câmara desde Janeiro de 2008.
Quanto ao escrever para a Junta de Freguesia, desejo-lhe boa sorte, porque eu enviei em 25/11/2008 uma carta registada com aviso de recepção a pedir uma informação sobre este jardim, e não teve qualquer resposta, voltei a insistir em 16/02/2009 com nova carta registada com aviso de recepção, e ainda hoje, passados quase treze meses, continuo a não conseguir obter quaquer resposta.
Ainda bem que os habitantes da Abrunheira se estão a aperceber do que se está a passar e que já foi denunciado a diversas entidades que fizeram «orelhas moucas» e que ainda por cima defendem o urbanizador contra um cidadão da terre que viu ocupada uma parte da sua propriedade e que não encontrou na autarquia eco para as suas queixas;aliás, ainda passou a ser encarado como mentiroso quando ao apresentar a planta do seu terreno e do caminho que passa entre a sua propriedade e a referida urbanização lhe foi dito que era o seu documento que estava errado, porque a alteração que alguém fez aos limtes da sua propriedade, sem o seu conhecimento ou consentimento é a que vigora no momento e nem se questiona em que condições foi feita essa alteração.É assim que estamos em Sintra, onde o poder económico de alguns se sobrepõe aos direitos adquiridos há muito tempo por cidadãos que sempre viveram nesta terra.O problema é que a protecção dos que prevaricam é mais forte do que a dos indefesos.
Sobre o assunto da Rua do Forno enviei ontem algumas fotos e um texto para outro site (http//abrunheira.org) porque este se encontrava inactivo. Sobre este assunto nada mais acrescento, no entanto apenas digo ao Sr. Pedro que as ilegalidades e irregularidades não se ficam por aqui. Toda a área de construção está envolta em irregularidades. Desde a destruição de parte do jardim público em benefício próprio, à ocupação de terrenos alheios, tudo tem sido feito por este senhor empreiteiro/usurpador com a conivência da autarquia.
já dizia a minha bisavó que quem tem dinheiro tem tudo. Ocupasse eu o terreno do vizinho e estava “à perna” com a justiça.
Agora Sr. Pedro tenha consciência de uma coisa, com a sua queixa a obra parou (por acaso estranhei não ver os calceteiros a trabalhar) mas isso é sol de pouca dura. Pára apenas o tempo suficiente para adaptar o projecto à obra, quando devia ser precisamente o contário.
Enfim é o que temos.
Pena qua as centenas de pessoas que por lá passam todos os dias e são os maiores prejudicados não façam como o Pedro, RECLAMEM. Talvez assim nos ouvissem.